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*Sugestão de Comentário*

Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de fazer parte dessa importante pesquisa global sobre imunização promovida pelo WPL e pelo IPSOS. Os resultados mostram que ainda há muito a ser feito pelas líderes políticas no que diz respeito à promoção odos esforços de imunização em nossos países. Nesse sentido, a pandemia do coronavírus tornou nossa tarefa ainda mais importante.


Um dos determinantes para o questionamento das vacinas decorre do próprio sucesso dos programas de imunização: o controle das doenças imunopreveníveis provoca uma sensação de segurança, de que as doenças não existem mais, ou de que o risco dos efeitos adversos das vacinas é superior ao risco da doença. Esses processos em conjunto com a disseminação de fake News relativas à vacinação, desde os anos 2010, geraram um aumento das preocupações, incerteza e insegurança acerca das vacinas em escala mundial, culminado numa deterioração da confiança pública na vacinação.


Desde 2016, observa-se uma tendência de queda de cobertura vacinal brasileira, tendo, como consequência, o recrudescimento de doenças transmissíveis até então controladas - como é o caso do sarampo, que havia sido considerado erradicado do país em 2016. Em 2018, a OMS registrou a maior incidência de sarampo no mundo desde 2006. Em 2019, o número foi ainda superior: em setembro, já havia mais de 400 mil casos reportados. No cenário brasileiro, a cobertura de seis vacinas caiu de 18 a 21 pontos percentuais em 2017, em comparação aos dados de 2015. Vale ressaltar que, em franca crise pela covid-19, o Brasil apresentou, nas primeiras 15 semanas de 2020, 2.369 casos confirmados e 4 óbitos por sarampo.


Quando as medidas de distanciamento social forem afrouxadas, muitas crianças estarão suscetíveis a doenças imunopreveníveis, e haverá a necessidade de avaliar a situação vacinal dos escolares antes da volta às aulas.


Adicionalmente, tem ocorrido no Brasil o fato de pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra o Covid-19 não retornaram para tomar sua segunda dose. Isso tem preocupado as autoridades, especialmente no Rio Grande do Sul onde tem havido uma enorme campanha de conscientização sobre a importância de se tomar as duas doses da vacina.


Contudo, acredito que estamos no caminho certo para a superação dessa enorme tarefa que temos pela frente. A pandemia de covid-19 relembrou a importância da vacinação ao mostrar o quão rápido uma doença pode se espalhar e causar danos irreparáveis na sociedade. Com o início da vacinação contra o COVID-19, os programas de imunização terão um desafio ainda maior de se fortalecer e alcançar os mais vulneráveis.

Obrigada.