U. S. power and the multinational corporation: the political economy of foreign direct investment. New York: Basic Books.1975.

"Além dos conceitos de Estado e de mercado, a Economia Política Internacional relaciona a interação recíproca e dinâmica da busca pelo poder e pela riqueza nas relações internacionais." (GILPIN, 1975, p. 43).

After hegemony: cooperation and discord in the world political economy. New Jersey: Princeton University Press, 1984.

"Os principais tradeoffs para os Estados Unidos nos anos 1980, bem como para estadistas mercantilistas do século dezessete e líderes americanos no final dos anos 1940, não dizem respeito à poder e riqueza mas aos interesses do Estado e os interesses parciais de mercadores, trabalhadores ou fabricantes de um lado ou interesses de curto prazo de poder/riqueza da sociedade de outro."

(Keohane, 1984, p. 23).

States and markets. New York: Continuum, 1994

" É o poder que determina a relação entre autoridade e mercado, na medida em que, para operar de forma decisiva, o mercado necessita da autorização de quem quer que projete poder e possua autoridade. Nesse sentido, ao estabelecer uma relação de identidade entre autoridade e poder, nos estudos de Economia Política Internacional, não basta perguntar onde está a autoridade ou quem tem poder. É importante saber por quê se tem poder e qual é a fonte do poder."

[...]

"O ponto mais importante é que é impossível chegar ao resultado final, o objetivo final de estudo e análise na economia política internacional, sem dar respostas explícitas ou implícitas a essas questões fundamentais sobre como o poder tem sido usado para moldar a economia política e o modo como ele distribui custos e benefícios, riscos e oportunidades para grupos sociais, empresas e organizações dentro do sistema." (STRANGE, 1994, p. 24)

Approaches to World Order, by Robert Cox and Timothy Sinclair. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

"Hegemonia no nível internacional não é, então, meramente uma ordem entre Estados. É uma ordem dentro de uma economia mundo com um modo de produção dominante que penetra em todos os países e vincula outros modos de produção subordinados. É também um complexo de relações sociais internacionais que conecta as classes sociais de diferentes países. A hegemonia mundial pode ser descrita como uma estrutura social, uma estrutura econômica e uma estrutura política; e não pode ser apenas uma dessas coisas, mas todas as três"

[...]

"Uma hegemonia mundial é assim, em seus primórdios, uma expansão externa da hegemonia interna (nacional) estabelecida por uma classe social dominante. As instituições econômicas e sociais, a cultura, a tecnologia associada a essa hegemonia nacional tornam-se padrões de emulação no exterior. Esta hegemonia expansiva atinge os países mais periféricos na forma de uma revolução passiva. Enquanto os países periféricos podem adotar alguns aspectos econômicos e culturais do núcleo hegemônico, eles são menos capazes de adotar seus modelos políticos. [...] No modelo hegemônico mundial, a hegemonia é mais intensa e consistente no centro e mais carregada de contradições na periferia." (COX, 1996, p. 137).

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